Minha Alma

Estive olhando pro espelho por tanto tempo,
Que comecei a acreditar que a minha alma está do outro lado.
Todos os pequenos pedaços caindo, quebrados.
Pedaços de mim,
Afiados demais para serem juntados.
Pequenos demais para terem importância,
Mas grandes o suficiente para me cortar em tantos pequenos
pedaços.
Se eu tentar tocá-la.

E eu sangro. Eu sangro.
E eu respiro. Eu não respiro mais.

Eu respiro e tento desligar o que os meus espíritos induzem.
Mas como você consegue se recusar a beber como uma criança
teimosa?
Minta para mim, me convença que eu sempre estive doente.
E que tudo isso fará sentido quando eu melhorar.
Mas eu sei a diferença entre eu e o meu reflexo.
Eu simplesmente não posso deixar de imaginar…
Qual de nós você ama?

Então eu sangro. Eu sangro.
E eu respiro. Eu respiro, não…
Sangro. Eu sangro.
E eu respiro. Eu respiro. Eu respiro. Eu não respiro mais.

Mensagens de Natal

Lágrima by Mensagens de Carinho on May 22nd, 2008
Que diz a lágrima ardente Pela face macerada a correr Que diz o suspiro Que nascendo no peito Vem morrer A lágrima ardente diz Que no peito existe a dor E o suspiro.

Angústia by Mensagens de Carinho on May 22nd, 2008
Não procures na angústia da saudade, A lembrança do teu sonho reprimido De nada valem as recordaçoes que invadem, Se nada foram, num tempo já esquecido.

Flores Negras by Mensagens de Carinho on May 22nd, 2008
Recolham estas flores negras do jardim do inferno, Flores regadas com minhas lágrimas, de sofrimento eterno.

Meu ex-amor by Mensagens de Carinho on May 22nd, 2008
Eu sei que ia ser difícil viver sem você, mas do jeito que estava, não dava mais.

Dor by Mensagens de Carinho on May 22nd, 2008
Cinzenta manhã de inverno Aguça o cheiro de paz Traz conforto ao ser preso atrás dos vitrais Singular sentimento Me deprime ao extremo Nostalgia me domina Dilacera meu peito Meu coração agora sangra Minha alma se despedaça Num segundo, sou luz resplandecente No outro, só cinzas da tristeza Ultra-romantismo crônico Intrínseco desejo mórbido O mal-do-século me fez assim De repente me fecho e morro Transpiro a solidão dos mortos Nas sombras caio em devaneio Moribundo nos braços da Deusa Minguante e soturno, desvaneço Sou um estranho dentre os vivos Uma árvore retorcida pelo tempo Espírito perdido na névoa Espectro num cemitério maldito Sou o choro da criança O desespero num funeral Sou o último suspiro A melancolia fatal Sou lágrima que escorre Sou brisa que beija a face O viajante que não retorna Sou o semblante da saudade Transpiro a solidão dos mortos Do teu olhar ainda lembro Transpiro a solidão dos mortos Por que fostes tão cedo? Rafael L.

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